Filipa Alves (01-10-10)
O urso-marinho de Guadalupe, que se pensava ter sido caçado até à extinção em 1892, afinal sobreviveu e proliferou totalizando hoje 15 000 indivíduos. Trata-se de um 67 dos casos de espécies erradamente consideradas extintas num universo de 180 espécies de mamíferos que se pensa terem desaparecido desde o ano de 1500.
Foram ontem publicados os resultados de uma investigação sobre os mamíferos de todo o mundo que revelou que 67 das 180 espécies que se pensava terem desaparecido depois do ano de 1500 na realidade não se extinguiram, continuando vivas na actualidade.
Um dos casos é o urso-marinho de Guadalupe, uma espécie de foca que se pensou ter sido caçada até à extinção por causa da sua pele em 1892. No entanto, aparentemente, alguns núcleos populacionais sobreviveram em cavernas em ilhas e terão proliferado, com a população actual a ser composta por 15 000 indivíduos.
Outros exemplos de espécies redescobertas são o do rato-arborícola da Baía que habita em florestas brasileiras na região da Baía e que depois 1824 só voltou a ser encontrado em 2004, e de um tipo de wallaby, um pequeno canguru, que se pensava ter desaparecido em 1930 mas que foi reencontrado em 1973.
Em média, as espécie erradamente consideradas extintas vivem incógnitas cerca de 52 anos, segundo o estudo agora publicado na revista Proceedings of the Royal Society B que no entanto adverte que crise de extinções que a que se assiste actualmente é bem real, podendo tornar-se o 6º episódio de extinção em massa na história do planeta.
Segundo os investigadores há espécies consideradas extintas que têm maior probabilidade de não o estar realmente, como é o caso das que foram caçadas pelo Homem até à exaustão e daquelas cujo habitat foi supostamente destruído, o que já não acontece com as espécies que foram eliminadas por predadores introduzidos.
Este estudo contribui assim para identificar as espécies que, muito provavelmente podem ainda persistir redireccionando os esforços destinados ao fracasso que procuram espécies que com quase de 100% de certeza estão provavelmente extintas, como é o caso do lobo da Tasmânia, que já motivou a realização de 25 “buscas” a grande-escala.
Fonte: www.guardian.co.uk
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Retirado de:
http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=24837&bl=1